quarta-feira, 22 de setembro de 2010

POP DEL ARTE


POP DEL ARTE:

Eis aqui outra das minhas favoritas, que faz as delicias do meu mundo musical. E agora que lançaram um novo álbum, é a altura certa para os colocar aqui nos meus gostos.
A ver se também gostam!
Os Pop Dell'Arte formaram-se no Bairro de Campo de Ourique em Lisboa em 1984, tendo João Peste como vocalista, Zé Pedro Moura como guitarrista, Ondina Pires como baterista, Paulo Salgado como baixista e Luís Saraiva como percussionista. No dia 11 de Fevereiro de 1985, gravam no estúdio da Musicorde em Campo de Ourique uma maqueta com quatro temas (Sonhos Pop, Turin Welisa Strada, Bladin e Eastern Streets) com a qual decidem concorrer à 2ª edição do concurso de música moderna do Rock Rendez-vous. Apesar do prémio principal ir para os THC (projecto ligado aos Xutos e Pontapés), acabam por vencer o prémio de originalidade na final disputada a 5 de Maio, recebendo elogios unânimes da crítica que acaba por os considerar, como por exemplo, António Sérgio, a melhor banda em concurso.
Em Outubro de 1986, dão o seu primeiro concerto fora de Portugal, na Discoteca El Kremlin em Vigo, juntamente com os Mão Morta, tendo Rafael Toral como novo elemento. Em Novembro do mesmo ano, após a morte de Luís Saraiva entram para estúdio para gravar o seu primeiro disco, o máxi-single Querelle/ Mai 86 editado pela Ama Romanta em Fevereiro de 1987, com produção de Nuno Rebelo, Amândio Bastos e Pop Dell’Arte.
O seu álbum estreia Free Pop, já com Luís San Payo na bateria, para substituir Luís Saraiva, é editado em Dezembro de 1987 e inclui vários clássicos da banda como Rio Line, Avanti Marinaio, Turin Welisa Strada e Berlioz , além de Juramento Sem Bandeira onde João Peste canta em dueto com Adolfo Luxúria Canibal dos Mão Morta.
Tendo sido considerado posteriormente um dos álbuns mais importantes de sempre da história da música pop e moderna feita em Portugal, “Free Pop”, em 1999, aparece no livro sobre os 100 álbuns mais importantes de música popular portuguesa do 2º milénio, editado pela FNAC, e na lista dos 20 melhores álbuns do século XX do Diário de Notícias. A crítica do jornal musical britânico Sounds atribui-lhe 4,5 pontos (em 5 possíveis), embora o Jornal Blitz em 1987 o tivesse colocado apenas em 10ª posição na lista dos melhores álbuns portugueses desse ano.
2010 é o ano que marca o regresso dos Pop Dell’Arte aos discos de originais!
A edição de Contra Mundum (14 de Junho 2010) é a celebração de 25 anos duma carreira invejável, cujo reconhecimento da importância da banda tem sido notório ao ponto de estar sempre presente nas listas dos melhores álbuns portugueses de sempre ou das décadas respectivas da música portuguesa!
8 anos depois de editar o EP So Goodnight (último registo de originais), Contra Mundum é o quarto álbum de originais dos Pop Dell’Arte! Esta é uma edição de luxo, limitada e numerada, um objecto de colecção, que incluiu um booklet de 24 páginas ilustradas e um poster de face dupla.
Gravado ao longo de 2009, no estúdio Golden Pony


Elementos da Banda:

João Peste
Zé Pedro Moura
Paulo Monteiro
Eduardo Vinhas
Nuno Castedo

Antigos Elementos:

Luís San-Payo
Tiago Miranda
Sapo
Luis Saraiva
Ondina Pires
Paulo Salgado
Pedro Mourão
Rafael Toral
João Paulo Feliciano
Pedro Alvim
JP Simões
Carlos Luz
João Matos

Sites Oficiais:


Discografia:

Querelle – Máxi (Fevereiro 1987)







Sonhos Pop – Single (Novembro 1987)







Free Pop – Álbum (Dezembro 1987)







Illogik Plastik - EP (Abril 1989)







Free Pop - CD (Fevereiro 1991)







Arriba! Avanti! - CD (Fevereiro 1991)







2002 – Máxi Vinil (Janeiro 1992)







Ready Made – Álbum (Março 1993)







Sex Symbol – CD (Junho 1995)







So Goodnight – CD Single (Fevereiro de 2002)







POPlastik – CD (Janeiro de 2006)







Querelle 1987-2007 - Single (Maio de 2007)







Contra-Mundum - CD (Junho de 2010)

REPÓRTER ESTRÁBICO


REPÓRTER ESTRÁBICO:

Aqui está outra das minhas bandas Portuguesas "fetiche", tenho muita pena que muitos não os conheçam, pois eles são de facto extraordinários naquilo que fazem.
Pode ser que com mais este post, aja mais alguém que os fique a conhecer, quanto a mim já fico feliz por isso.
Os Reporte Estrábico foram Formados em 1987, tiveram um percurso acidentado passando por várias formações, mantendo sempre intacto o seu objectivo primordial: a procura da canção perfeita. Olhando o mundo com uma visão própria e atenta, quase sempre divergente, procuraram sempre acrescentar algo de novo a tudo aquilo que já foi dito e feito.
A banda criou cinco álbuns e um par de EP's, onde espalhou o seu techno-pop, inovador e com um toque de ironia, em títulos indispensáveis como "Uno Dos", "1 Bigo", "Disco De Prata", "Mouse Music" e "Eurovisão".
Na sua formação original, os Repórter Estrábico eram: Paula Sousa (sintetizador, sampler, piano e voz) António Olaio (voz), Paulo Lopes (guitarra), Luciano Barbosa (caixa de ritmos, percussão e voz), José Ferrão (guitarra) e Anselmo Canha (baixo), e são estes elementos que, em 1991, editam "Uno Dos", o seu álbum de estreia, que contou com produção de Jonathan Miller e Vitor Rua.
Seguiu-se "1 Bigo", em 1994, gravado já sem António Olaio (uma figura carismática dentro do grupo) e Paula Sousa, mas com João Bruschy (bateria), Manuel Ribeiro (teclas) e Nuno Pires (voz).Em 1996, os Repórter Estrábico editam "Disco De Prata", desta feita, sem a colaboração de José Ferrão.
Para 1999, a banda reservou "Mouse Music", um disco actual que cruza a programação digital com o desempenho de excelentes músicos (Anselmo Canha, Luciano Barbosa, Manuel Ribeiro e Paulo Lopes) dentro do formato clássico da canção pop, uma fórmula que sempre acompanhou os Repórter Estrábico, e que, neste álbum, foi temperada com fortes batidas de dança. O primeiro single extraído de "Mouse Music" é "MamaPapa", um tema imediato e mordaz, com um vídeo que teve uma passagem regular na televisão portuguesa e que recebeu elogios pela sua originalidade.
Em 2002, o regresso foi feito ao som do EP "Requiem", seguido do album "Eurovisão" em 2004.



Elementos da Banda:

Paula Sousa (sintetizador, sampler, piano e voz) (1º Álbum)
António Olaio (voz) (1º Álbum)
Paulo Lopes (guitarra)
Luciano Barbosa (caixa de ritmos, percussão e voz)
José Ferrão (guitarra) (1º e 2º Álbuns)
Anselmo Canha (baixo)
João Bruschy (bateria)
Manuel Ribeiro (teclas)
Nuno Pires (voz)

Sites Oficiais da Banda:

www.reporterestrabico.com/
http://www.myspace.com/reporterestrabico

Discografia:

Uno Dos (1991)







1Bigo (1994)







Disco de Prata (1995)







Mouse Music (1999)







Requiem" EP (2002)







Eurovisão (2004)






domingo, 19 de setembro de 2010

DEAD COMBO


Dead Combo 

Os Dead Combo são uma banda Portuguesa cujas principais influências musicais são o Fado, o Rock, as bandas sonoras dos Westerns, bem como música da América do Sul e de África.
Quando um dos meus grandes amigos (o Rui Matias) me deu a conhecer esta banda, fiquei pasmado, é que estes senhores tem um som tão diferente e tão bem feito, que fiquei instantaneamente fã deles. É sem duvida alguma uma das bandas que me passou a acompanhar para qualquer lado no meu MP3.
Espero sinceramente que gostem.
A banda é constituída por dois membros apenas: Tó Trips (guitarras) e Pedro V. Gonçalves (contrabaixo, kazoo, melódica e guitarras).
Os membros conheceram-se em 2001, quando no final de um concerto, Tó pediu boleia a Pedro sem saber que este não tinha carro. Foram então ambos a pé até ao Bairro Alto e, no meio da conversa, surgiu a ideia de gravarem um álbum em tributo ao génio da guitarra portuguesa, Carlos Paredes.
A pouco e pouco foram surgindo os Dead Combo, sendo 2002 referido pela banda como o ano definitivo da sua formação. Em 2004 viriam a lançar o seu álbum de estreia, cuja sonoridade inovadora foi recebida com entusiasmo pela crítica portuguesa.
Em 2005, Charlie Gillet fez uma selecção dos "Melhores de 2005". Nessa lista constam os Dead Combo com o seu álbum de estreia Vol.1.
Os Dead Combo compuseram a banda sonora original para o filme "Slightly Smaller Than Indiana" de Daniel Blaufuks.
O nome surgiu quando o Tó Trips criou o grupo. Na altura ele era o único elemento e a ideia era ser um grupo (combo) que no fundo não existia, com músicos convidados.
As influências musicais desta banda são muito vastas e abrangentes. Vão desde os Slayer a Cesária Évora, de Carlos Bica a Queens of The Stone Age, de Bach a If Lucy Fell. Se calhar por essa razão é que a música deles é um aglomerado de muitas outras músicas, acabando assim de algum modo criar o som, característico e único desta banda.


Elementos da Banda:


Tó Trips (guitarras)
Pedro V. Gonçalves (contrabaixo, kazoo, melódica e guitarras)

Sites Oficiais da banda:

http://www.deadcombo.net/Dead_Combo/Dead_Combo_-_Home.html

http://www.myspace.com/deadcombo
http://deadcombo.blogs.sapo.pt/

Discografia:


Vol.1 - (2004)







Vol. 2 - Quando A Alma Não É Pequena - (2006)







Guitars From Nothing - (2007)







Lusitânia Playboys - (2008)







Live Hot Clube - (2009)

RESTAURANTE CASA DAS ENGUIAS



Perto de Torres Novas existe uma povoação que tem um nome estranhíssimo, Boquilobo, aí nesse local pequeno, com uma vintena de casas, não mais, existem pelo menos 4 restaurantes que são especialistas em dois tipos de peixe, a Fataça e a Enguia.
É deste último que vos quero falar.
No Boquilobo há um restaurante que quanto a mim é referencia neste petisco, de tal forma que estou aqui precisamente a escrever sobre ele.
O Manuel Cepo, aliás Casa das enguias de seu recente nome, é uma sala grande, espaçosa e moderna, fruto de recente mudança de um velho espaço onde tudo começou. Mesas e cadeiras confortáveis, de madeira, postas de forma simples mas legítima, simpatia no servir com afabilidade e eficiência. Café na entrada para convívio local, não separado do restaurante, funcionando ambos em espaço aberto . Guardanapos e toalhas de papel. Aos fins de semana algum ambiente ruidoso é previsível. As casas de banho são limpissimas e espaçosas.
Lista de vinhos não muito extensa, digamos talvez razoável, mas com relevo para os vinhos Ribatejanos. Dentre estes, o Quinta de S. João Baptista, compromisso de preço e gosto que não envergonha. Curiosamente, é um vinho criado ali mesmo ao lado, em vinhas extensas de vários hectares, entre Riachos e a aldeia onde fica o restaurante.
A oferta, embora variada, vive à base da grelha e do ensopado de enguia, feito com iró média a grada, bastante hortelã, como pertence, pão e tempero de bom equilíbrio. Para quem pensasse que só os ensopados do Porto Alto é que satisfazem, ficamos com uma alternativa muito credível, em muitos aspectos até, superior.
De peixe, há também alternativas, que vão das lulas e chocos, à fataça e ao bacalhau. Tudo na brasa, no ponto e com arte. O dono da casa tem uma vida de prática e não deixa esturrar as coisas...
Para os iniciados nas artes da culinária da enguia, dado o preconceito pela "estranha"criatura, aconselha-se talvez a enguia frita ou grelhada acompanhada de miga,s que se comporta como iniciação adequada e geralmente melhor tolerada. Deve ser acompanhada de molho vinaigrette para desenjoar e salada bem guarnecida. Coma à mão, desiniba-se, não está no Gambrinus. Se não conseguir superar o preconceito... é pena, mas tente as febras da casa, enormes gordas e saborosas como poucas.
Passe pelas sobremesas, onde se aconselha, se houver, o fidalgo, o bolo de bolacha, o melão - na sua época - o pudim de café ou o pudim de ovos da casa, gordo pesado e com a consistência dos mestres. No fim tente o bagaço caseiro. É um espanto e um segredo bem guardado de digestão sem problemas.
Estacionamento razoável no largo fronteiro e no parque próprio do restaurante, um pouco distante, mas muito útil em dias de maior aperto. Visita altamente recomendável e compensadora.
Vá ao Boquilobo e espreite a casa museu Humberto Delgado, o homem que ameaçou demitir Salazar.
Em terra de homens de coragem come-se bem, garanto.
O preço médio ronda os 15 euros, nada de extraordinário tendo em conta outros restaurantes do género e que cobram os olhos da cara por uma dose de irós.
Para terminar, se forem lá no fim de semana, recomenda-se que se vá cedo para evitar ficar à espera.

Localização:

Largo General Humberto Delgado Boquilobo, Brogueira
Boquilobo
2350-051 BROGUEIRA

Distrito: Santarém
Concelho: Torres Novas
Freguesia: Brogueira
Tel: 249835455

Outros dados:

Encerra à segunda Feira
Período de férias na ultima quinzena de Julho
Horário de funcionamento: Das 12:00 ás 15:00 e das 19:00 ás 23:00
Hora de encerramento: 22:00

Como lá chegar:


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domingo, 1 de agosto de 2010

MONTE JOÃO ROUPEIRO


TURISMO RURAL MONTE JOÃO ROUPEIRO.

Aqui há uns temos fui passar uns dias num turismo rural que fica numa zona do Algarve que eu ainda não conhecia muito bem, ali entre Odeceixe e Alzejur.
Eu já tinha visto na net, no site do mesmo as condições que oferecia e as fotografias do local, no entanto posso dizer que as expectativas foram largamente superadas.
Este local é de facto extraordinário, quer pela forma como está concebido, quer pela simpatia de quem lá trabalha, a Dina e a Mihaela são duma simpatia e duma prestabilidade extremas.
O sitio convida realmente ao descanso e temos logo ali ao pé as belas praias da zona de Odeceixe, bem como inúmeros restaurantes que pautam pela simpatia e pelo bem cozinhar, onde podemos provar de tudo, desde os peixes grelhados até aos pratos típicos da região sem se esticarem muito nos preços (este é outro Algarve... menos ganancioso).
Mas voltando ao Monte João Roupeiro, deixo-vos aqui uma breve descrição deste pequeno oásis.
Situado em pleno coração do parque natural do sudoeste alentejano e costa vicentina, no concelho de Aljezur, entre Maria Vinagre e Odeceixe, em pleno Algarve, mas outro Algarve... esta casa em tempos de agricultores e agora recuperada para turismo de habitação, inserida num conjunto de três propriedades agrícolas com cerca de 29 hectares, é o corolário de um projecto de turismo de natureza de qualidade.
Como já referi fica muito próximo das praias da zona, cerca de 2 Km, estas praias primam pela sua beleza selvagem, onde a acção humana ainda não destruiu o seu exotismo e o cheiro a maresia é uma constante.
O empreendimento é constituído por 9 quartos com wc, sala de estar, sala de refeições (onde existe sempre bolo caseiro ao pequeno almoço, que é feito pela Mihaela ou pela Dina), cozinha (pois, porque podemos cozinhar se não quisermos ir gastar dinheiro na restauração), recepção, lavandaria, aquecimento central (até no inverno deve ser maravilhoso lá ficar), tv cabo, e internet ADSL, sem limite de downloads.
Para além deste edifício existe um outro ainda que é constituído por 3 Vivendinhas geminadas com tipologia T1 (eu não pude ficar nessas pois já estavam ocupadas mas acredito que ainda seria melhor).
Existe ainda um extenso relvado ) grande mesmo), uma piscina para adultos com zona especifica para crianças e um campo de ténis para os mais desportistas.
A estadia inclui o pequeno almoço, onde não falta o pão caseiro, o mel da região, as compotas caseiras, os doces típicos da região, os sumos naturais e as frutas produzidas na propriedade e algumas é a Dina que as trás, pois também ela é agricultora.

Os preços dos alojamentos ao contrário do que se possa pensar não são nada do outro mundo, variando entre os 50 e os 75 euros consoante se é época baixa ou alta.

Para lá chegar aqui fica a morada:
Monte João Roupeiro
8670 ALJEZUR - ALGARVE
PORTUGAL
Tel. + 351 282 949 247
Tlm. + 351 964 287 366
Tlm. + 351 965 2
39 553
GPS: 37°24'31.85"N / 8°47'7.40"W
O mail é:
resevas@joao-roupeiro.com

O site oficial é:
http://www.joao-roupeiro.com/

Mapa para lá chegar:

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Em jeito de conclusão, digo-vos que vale realmente a pena escapar de onde quer que estejam e passar uns dias neste pequeno paraiso, não só pelo alojamento em si, mas também pelas pessoas, pelas belas paisagens, pelo mar e sobretudo pelos maravilhosos por do sol que vêm das arribas da costa vicentina. É de facto óptimo para se estar a dois longe de tudo.
Quanto a mim, espero lá voltar em breve.
Espero que se lá forem que apreciem tanto como eu.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

ALABASTRO RESERVA TINTO


Alabastro Reserva Tinto.

Este é um dos vinhos que eu não dispenso em casa. É um vinho típico alentejano, feito com sabedoria, e muito embora não seja um vinho excepcional, a verdade é que nunca nos deixa ficar mal em qualquer situação.
Por tudo isto é de facto um vinho a considerar quando não se sabe o que comprar.
De referir que este vinho é produzido na Quinta da Terrugem, que fica situada no Alentejo, na freguesia da Terrugem, no concelho de Elvas, em plena região demarcada de Borba, é hoje um ex-libris dos vinhos alentejanos.
Adquirida em 1991, possuía inicialmente 14 hectares de vinha e tem hoje cerca de 60 ha. plantados com as castas Aragonês, Tinta Roriz, Trincadeira, Periquita, Syrah, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet.
A adega da Quinta da Terrugem está implantada num edifício de traça regional alentejana encastrado numa pequena elevação de terreno na propriedade, que permite o trabalho das uvas através do declive natural.

Foram seleccionados vinhos das Castas Aragonez, Cabernet Sauvignon e Trincadeira Preta que envelheceram durante 9 meses em casco. Após o engarrafamento, sem recorrer à técnica de estabilização e filtração, as garrafas "dormiram" 6 meses em cave.
As condições de armazenamento ou de guarda dos vinhos são muito importantes se pretendermos preservar as características dos vinhos e garantir uma evolução regular ao longo do tempo. O local de armazenamento, deve garantir:
- uma temperatura que ronde os 10º-12º;
- com alguma ventilação de modo a evitar a proliferação de fungos;
- deve permitir a disposição das garrafas deitadas;
- ausência de oscilações ou vibrações;
- ausência de odores desagradáveis;
- as garrafas devem estar ao abrigo da luz;
- a humidade relativa deve ser elevada..
Este vinho é dono de uma cor rubi profunda com um aroma a frutos vermelhos muito maduros completados por nuances abaunilhados e madeira bem tostada.
Na boca é suave, extremamente encorpado e persistente.
A temperatura ideal de consumo situa-se entre 16ºC e os 18ºC.
Ideal para acompanhar todo o tipo de grelhados e assados.
Podemos encontrar este vinho à venda nas principais superfícies comerciais, com um preço a rondar os 6 a 7 euros.

MONTE DA PECEGUINA TINTO



Monte da Peceguina Tinto 2008

Normalmente todos os anos descubro um vinho que me apaixona e me acompanha nas minhas refeições mais elaboradas, sejam elas em casa ou nalgum restaurante mais indicado para tal.
Ora andava eu por terras dos Algarves, mais precisamente em Aljezur quando descobri o vinho que até ver é considerado por mim como o melhor tinto de 2008.
Trata-se do Monte da Peceguina de 2008, alentejano, como não podia deixar de ser, ou não fosse eu apaixonado pelos vinhos desta região, sem desprezar as outras regiões e seus respectivos vinhos, que também são muitissimo bons produzido na herdade da malhadinha nova em Albernoa, junto a Beja. .
Então o rotulo diz o seguinte:
Nas vinhas da Herdade da Malhadinha Nova, propriedade familiar situada em Albernôa no coração do Baixo Alentejo, foram colhidas à mão as uvas das castas Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon que após vinificação em lagares e estágio parcial de 7 meses em barricas de carvalho Francês e Americano deram vida a este vinho. Em 1998, ano de início desde projecto, nasceu a Francisca, primeiro elemento da nova geração da família. Foi ela quem plantou a primeira cepa dos 20 hectares de vinha da propriedade, o seu desenho no rótulo deste vinho simboliza uma paixão que queremos partilhar com todos os apreciadores do bom vinho alentejano.
Ao provarmos este vinho ficamos logo em sentido, pois percebemos que estamos perante um néctar que foi muito bem concebido.É um vinho que teve um estágio parcial em barricas de carvalho francês durante 7 meses.
Sai da garrafa com uma cor escura, jovem.
Aroma com boa intensidade. Notas tostadas, chocolate preto amargo, fruta vermelha a lembrar morangos e framboesas ácidas. Toque vegetal a lembrar pimentos.
Boca com bom volume e boa acidez. Muito frutada, tem a companhia de tosta, chocolate preto. Ligeiro toque vegetal. Bom final, guloso.
À semelhança dos anos anteriores, este vinho apresenta-se já prontíssimo a beber, com um perfil guloso, frutado, com alguma complexidade. Temos aqui a receita para o sucesso, com um vinho fácil mas não modesto, com um vinho moderno, jovem e urbano. Temos aqui a receita certa.
Para fim de historia, digo-vos que o preço por garrafa ronda os 8 a 10 euros, logo não é um vinho propriamente barato, mas vale cada cêntimo.